terça-feira, 20 de abril de 2010

Um herpetologista que turismólogos precisam saber...


"Outra coisa que está relegada a décimo quinto plano de importância no Brasil é o turismo. Com a biodiversidade que temos! Não temos nada tão chamativo como a megafauna de mamíferos da África, mas temos onças, macacos... Em que país se consegue ver 14 ou 15 espécies de macacos numa só localidade, como na Amazônia? O turista adora ver lagarto no campo e fotografar sapo à noite no campo, mas não exploramos isso. Quem trabalha nesse ramo não conhece a fauna brasileira, não conhece os ecossistemas brasileiros, nem o que o turista gosta."

Revista Fapesp de março 2010, entrevista com Miguel Trefaut Urbano Rodrigues

Museólogos, planejadores e empreendedores desse nosso "ecoturismo", vamos lagartixar porque ainda dá pra garantir um lugar ao sol!


ps: ...e de bônus, a propósito, um contista que também é bom conhecer: muita miragem ou uma visão romântica demais?

terça-feira, 23 de março de 2010

It´s 2010 and still the book is on the table

Para turismologandos, turismologandas, turismoLUgandas, turismoluscas, turismogeisandas e etc treinarem seu inglês...


Tourism rocket makes first flight



Virgin Galactic's fledgling space tourism rocket was taken aloft over the California desert on an inaugural test flight attached to the wing of its mothership, the company said. Skip related content


The captive-carry test marked the start of a test programme for SpaceShipTwo that will progress to free flights as a glider and then under rocket power, Sir Richard Branson's Virgin Galactic said in a statement.


Throughout the two-hour, 54-minute test, the spaceship remained slung beneath the middle of the wing of its unique twin-fuselage carrier aircraft, the WhiteKnightTwo.


The pair achieved an altitude of 45,000 feet before returning to the Mojave Air and Space Port, which is 70 miles north of Los Angeles, the company said.


The rocket and mothership are the second-generation of the Burt Rutan-designed system that sent the first privately developed, manned rocket into space in June 2004. SpaceShipOne went on that year to make two more suborbital flights, winning the 10 million US dollar Ansari X Prize.


Sir Richard, the billionaire founder of Virgin Group Ltd, is in a deal with the Rutan-founded Scaled Composites LLC of Mojave, California, to develop passenger-carrying spacecraft and launchers.


The new SpaceShipTwo has been dubbed Virgin Spaceship Enterprise and the four-engine carrier jet is called Virgin Mothership Eve, after Sir Richard's mother.


"Seeing the finished spaceship in December was a major day for us but watching VSS Enterprise fly for the first time really brings home what beautiful, groundbreaking vehicles Burt and his team have developed for us," Sir Richard said.


Virgin Galactic said the flight test programme will run until the end of 2011 before commercial operations begin. SpaceShipTwo will be carried to an altitude of about 50,000 feet and then released by the mothership.


Powered by a single rocket motor, the spaceship will be flown by a crew of two and carry six passengers on a Mach 3 thrill ride through the edge of the atmosphere for a brief zero-gravity experience and views of the Earth far below before gliding to a landing. More than 300 people have made deposits on the 200,000 US dollar (£132,000) tickets.


from Press Association: http://uk.news.yahoo.com/21/20100323/tsc-tourism-rocket-makes-first-flight-4b158bc.html

quarta-feira, 19 de março de 2008

Turismo: "a indústria sem chaminés"...

...esse bordão, tão exaustivamente entoado, pelas tais "autoridades" e papagaios de corsários do trade, mesmo em dias recentes. Um clichê, que tal qual quem deste se utiliza é "sem pés, nem cabeça".

Viagem ao centro da "lixeira" do oceano Pacífico

Charles Moore conserva os seus achados mais preciosos num armário de ferro no fundo do seu jardim, perto do oceano Pacífico, em Long Beach, Califórnia. Há dez anos que, a bordo de um catamarã batizado Alguita, este homem vem caçando obstinadamente uma presa singular, o plástico encalhado no fundo do oceano. E ele encontra objetos de plástico de toda natureza, dos mais diversos tamanhos e origens. "Os meus prediletos são os ganchos de guarda-chuva", diz ele, em tom de brincadeira.

Entre esses objetos, há também um grande pacote de escovas de dentes, canetas, vasilhas deformadas pelas mordidas dos tubarões. Uma bola em forma de coração. Capacetes de canteiros de obras. "Este aqui é russo, a inscrição é em cirílico", observa Charles Moore. "Este outro tem cara de ser asiático". Mas os objetos identificáveis não constituem o aspecto mais importante desta "pesca", pois nenhum deles permanece inteiro por muito tempo, ao serem sacudidos pelas correntes. A maior parte da colheita é menos espetacular, porém mais preocupante.

São partículas menores do que um grão de areia, que resultam da deterioração dos objetos. Os granulados que servem de matéria-prima para a indústria do plástico também estão presentes em quantidades enormes. Naquele momento, Charles Moore acabara de descarregar do Alguita cerca de cinqüenta amostragens desta "sopa de plástico", que ele havia coletado em alto-mar em fevereiro. "O oceano está ficando repleto de resíduos", suspira, agitando um dos bocais de vidro.

O capitão tem cerca de 60 anos. Ele tem o olhar exangue e a pele morena e burilada dos marinheiros, além de uma autoridade natural na voz. Iniciado à vida e às manobras a bordo desde a infância pelo seu pai, por muito tempo ele ganhou a sua vida dirigindo uma empresa de restauração de móveis, antes de passar a se dedicar àquilo que mais o interessa no mundo, o mar. "Eu cresci com o espetáculo do oceano diante de mim, e acompanhei o seu processo de deterioração", conta.

O seu interesse no plástico resulta de um evento casual. Em 1997, ao retornar de uma competição de veleiros que o conduziu de Los Angeles até Honolulu, o navegador tomou a decisão de passar por uma rota habitualmente evitada pelos marinheiros, pois ela atravessava uma zona de altas pressões, sem vento, onde as correntes se enroscam no sentido das agulhas de um relógio: o Giro do Pacífico Norte. "Dia após dia, eu não consegui ver nenhum golfinho, nenhuma baleia, nenhum peixe sequer; tudo o que eu via ali era plástico", recorda-se.

Charles Moore apaixonou-se por este lugar esquecido. Ele criou uma fundação, fez com que ela fosse financiada por doadores privados e, com a ajuda de cientistas especialistas na poluição da água, desenvolveu um método de quantificação dos detritos, antes de retornar para aquela área. Os primeiros resultados das pesquisas foram divulgados pela publicação especializada "The Marine Pollution Bulletin" em 2001. A equipe recenseou 334.271 fragmentos de plástico por km2 em média (e até mesmo a quantidade máxima de 969.777 fragmentos por km2 em certos lugares), para um peso médio de 5 kg/km2. A massa de plástico é seis vezes mais elevada do que a massa de plâncton colhida no local. O Giro atua como uma armadilha para as partículas.

O lugar onde as amostragens foram colhidas, que é tão grande quanto o Texas, é batizado de Eastern Garbage Patch, a "Porção-lixo do Leste" do Pacífico. Qual é a superfície total desta vasta "lata de lixo"? "Isso, nós ainda não descobrimos", responde Charles Moore. "A água está sempre em movimento, e, com isso, a poluição fica muito difícil de medir. Eu percorri 150 mil quilômetros a bordo do Alguita pelo Pacífico Norte, e encontrei plástico por todo lugar".

A mais recente viagem do Alguita permitiu constatar um agravamento dos níveis de poluição. "Foi verdadeiramente chocante constatar que em cada colheita que nós trazíamos do fundo do mar para a superfície, a rede estava sistematicamente lotada de partículas e objetos de plástico", observa Jeffery Ernst, 22 anos, que acaba de obter o seu diploma de biologia marinha e que se alistou como voluntário para integrar a tripulação do Alguita. Os fragmentos, que são colhidos por meio de um grande jereré sofisticado, deverão ser selecionados e classificados em 128 categorias diferentes, em função do seu tipo (fio, filme, espuma, fragmento, granulados), do seu tamanho e da sua cor.

O capitão Moore não é um cientista de formação, mas o seu trabalho vem sendo reconhecido pelos especialistas neste tipo de poluição. Isso porque ele percorre locais aonde ninguém nunca vai, no meio do Pacífico. "Ele demonstrou que esta poluição realmente existe; é um pioneiro neste campo", comenta Anthony Andrady, um especialista nos polímeros que atua no centro de pesquisas Research Triangle Institute.

Segundo Andrady, o impacto desta poluição é atualmente "subestimado". Cerca de 245 milhões de toneladas de plástico, no total, foram produzidas em todo o mundo em 2006. Uma parte desta produção, difícil de quantificar, é jogada no oceano. A matéria plástica, que é muito leve, é transportada não só pelo vento, como também e principalmente pelos rios e pelos sistemas de evacuação das águas urbanas. Isso sem esquecer dos detritos abandonados nas praias. Cerca de 80% do entulho de plástico encontrado no mar provêm da terra. Apenas 20% são despejados por navios.

O plástico possui muitas qualidades. Ele é relativamente barato, muito prático e resistente. Resistente demais, justamente, quando ele escapa dos circuitos de coleta e de destruição dos detritos. No meio da natureza, ele parece ser indestrutível. "Ninguém sabe ao certo quanto tempo ele leva para desaparecer por completo", explica Anthony Andrady. "Ele pode fragmentar-se a ponto de se transformar em pó, mas ele permanece ali, no meio ambiente. Nenhum microorganismo é capaz de deteriorá-lo por completo. Todo e qualquer objeto de plástico que escapou para se misturar no meio ambiente, desde que esta matéria é fabricada, nele continua presente".

É impossível limpar o oceano. "Isso equivaleria a tentar filtrar toda a areia do deserto do Saara por meio de uma peneira", diz Charles Moore. A única solução, segundo ele, é passar a desenvolver o plástico de tipo reciclável, biodegradável, cuja produção atualmente permanece muito incipiente, e mudar os nossos hábitos. "Nós deveríamos reservar o plástico apenas para os objetos que são verdadeiramente destinados a durarem".

Gaëlle Dupont
Enviada especial a Long Beach, Califórnia
Tradução: Jean-Yves de Neufville
Copiado deste link.

segunda-feira, 17 de março de 2008

Shipping up to Boston ao São Patrício


Vai copiado abaixo, um email de Márcio Kennedy Yatsuda, diretor da Kaizen (não aquela do Second Life e todo o turismo virtual vislumbrável naquela vida). Na mensagem, além do explicado no próprio texto e nos links constantes, ficam sugeridas estas questões: que tal se se aprimorasse um segmento que atendesse um turismo esportivo específico, como o de corridas?; o que empreendimentos turísticos poderiam realizar na inclusão de pessoas com alguma desabilitação e seus familiares em termos que fossem além das usuais prestações de serviços para tal público?; que tal alguém investir em turismo receptivo customizado (focado em alguns artistas diferenciados) trazendo para o Brasil atrações tais, no ensejo de comemorar certas datas específicas e ocasiões especiais, de modo algo sui generis?

esta última questão foi só pra relacionar o post ao vídeo acima, do Dropkick Murphys . Cheers Patrick!

Oi!

Algumas pessoas já sabem, que faz algum tempo (cerca de 2 anos) que venho correndo regularmente. Alguns acham loucura, outros uma chatice (;-D) e uns poucos compartilham comigo da paixão por esse esporte. Nesse período já fiz umas 15 provas de 10Km, 1 de revezamento e 2 Meia Maratonas (21Km).

Em algum momento comecei a sonhar em um dia correr uma Maratona (42Km). E ao se falar de Maratona, uma prova é tida como a Meca dessa prova no mundo: a Maratona de Boston (http://www.bostonmarathon.org). Apesar da de Nova York atrair muito mais a atenção da mídia e do público em geral, a de Boston é a mais tradicional do mundo – a primeira edição aconteceu no mesmo ano dos primeiros Jogos Olímpicos da era moderna (este ano será a 112ª edição...). Quando comecei a pensar em correr essa prova, veio a notícia "ô Mané, pra você correr em Boston, tem que pré-qualificar". Isso significa correr outra Maratona reconhecida pela Federação Internacional de Atletismo, dentro de um limite de tempo - pra minha faixa etária, o limite de tempo é praticamente inatingível pra mim: 3hs 15min...( http://www.bostonmarathon.org/BostonMarathon/Qualifying.asp). Na melhor das hipóteses me via completando uma Maratona em +- 3hs 45min.

Virei a página e comecei a pensar em outra Maratona, mais adequada aos mortais.

Ano passado, conversando com alguns amigos da EMC (empresa americana, parceira nossa www.emc.com), eles falaram que a EMC ajudava uma entidade assistencial na região de Boston, e que faziam uma campanha para levantar fundos para essa entidade durante a Maratona, e com isso ganhavam o direito de algumas inscrições para os funcionários que se engajassem nessa campanha. Eles então comentaram comigo que iam tentar, apenas tentar, me incluir nessa campanha – teria que ser uma exceção uma vez que isso é voltado para funcionários apenas, e a procura é muito maior que o número de inscrições.

Pois bem, mês passado fiquei sabendo que me incluíram na campanha e que vou correr (ou pelo menos tentar correr ;-D) a Maratona de Boston 2008.

Além dos treinos, comecei a ver e a pesquisar a entidade que irei ajudar a levantar fundos. A instituição se chama "The Michael Carter Lisnow Respite Center", uma instituição de apoio a famílias de crianças excepcionais (http://www.hopkintonrespite.com). O que começou como um mero novo desafio esportivo pra mim, se tornou uma real oportunidade de ajudar pessoas especiais e fazer o bem. Algumas informações sobre o "Respite Center":

- Quem foi Michael? Michael foi uma criança que nasceu em 1986, 16 semanas prematuro, com apenas 10% de chances de sobreviver. Ele nunca poderia enxergar, ouvir, falar, caminhar, e sempre precisaria de apoio intenso da sua família (http://www.hopkintonrespite.com/html/about.htm) . Algumas famílias se desestruturam completamente diante de uma realidade dessas. Outras se tornam mais fortes - foi o que aconteceu com a família do Michael. Das dificuldades enfrentadas por eles, surgiu a idéia de criar uma instituição para apoiar as famílias com crianças especiais como o Michael.

- Em 1996, na mesma semana da 100ª edição da Maratona de Boston, um ano antes da instituição abrir suas portas, Michael faleceu - então com 10 anos. Foi um duro golpe para a família que estava engajada na construção do Respite Center, que mesmo assim seguiu em frente com o projeto. Da trágica coincidência do falecimento com a Maratona, surgiu uma aliança que até hoje tem sido fundamental para levantar fundos que mantém a entidade.

A Maratona será dia 21/04, e eu integrarei a equipe da EMC que está engajada na campanha de levantar fundos para o Respite Center.

Caso você se interesse em ajudar, sugiro que acesse o site da instituição, e veja o trabalho que eles realizam. Caso você se disponha a contribuir, basta ter um cartão de crédito internacional:

- Acesse http://www.hopkintonrespite.com/html/donations.htm

- Clique na bandeira do cartão de crédito. Você será direcionado para o site do Paypal (não é necessário ter uma conta Paypal para doar).

- No campo "Purpose" informe "Marcio Yatsuda", preencha o valor em "Donation Amount" e clique em "Update Total".

- Preencha os demais campos e clique em "Review donation and continue".

E os treinos? Bom os treinos vão indo, não quero fazer feio no dia (;-D). Estou correndo distâncias que nunca tinha corrido – este fim de semana vou correr 30 km. Coisa de louco mesmo, né?....

É isso aí. Se puderem divulgar essa iniciativa para outras pessoas, agradeço. Um grande abraço a todos. Marcio Yatsuda

sexta-feira, 14 de março de 2008

Nesta semana de aniversários...

... do atentado de Madri em seu quarto aninho: que as pessoas não se esqueçam de que apesar da terrível tragédia, aquele governo à ocasião, alinhado ao de Bush, foi derrotado pelo povo que não aceita o imperialismo estadunidense, graças às revelações alastradas via internet, de informações que teimavam permanecer omitidas pelas fontes oficiais, que insistiam em mentiras que não puderam mais se sustentar diante da gravidade dos fatos.
Agora, infelizmente, é de lamentar que o governo que se sucedeu, como um dos efeitos de toda a cultura de medo instalada pelo mundo e intensificada de diferentes maneiras por toda a comunidade européia, é este que agora provoca seus atentados aos direitos dos cidadãos inocentes e comuns, como os realizados a meros viajantes em sua legítima expressão de ir e vir.
O texto abaixo de Contardo Calligaris*, partilhado pela colega Jimena Risuenho Viana, retrata tão fielmente este momento de amedrontamento geral que tem deixado a todos atônitos, seja pela percepção ou por algum condicionamento ao atual estado das coisas.

É proibido viajar
A modernidade, que começou com a livre circulação, acaba proibindo a viagem
NO EPISÓDIO dos jovens pesquisadores brasileiros barrados em Madri, as autoridades espanholas agiram como se o cônsul-geral do Brasil contasse lorotas para facilitar o trânsito de imigrantes ilegais. O desrespeito justifica a "retaliação" brasileira.
No mais, a cada dia, as fronteiras do mundo (não só do primeiro) barram alguém que tenta viajar, sobretudo se for jovem, solteiro e sem as aparências de uma "vida feita".
Ao atravessar uma fronteira, o passaporte prova que estamos em paz com a Justiça de nosso país. As outras nações devem decidir se somos hóspedes desejáveis. Nas últimas décadas, as "condições" para ser desejável se multiplicaram. Hoje, no caso da Espanha: 1) 70 por dia de permanência planejada; 2) passagem de volta marcada; 3) reserva de hotel, já pago; 4) para quem se hospedar com parentes, formulário preenchido pelos mesmos; 5) quem se desloca para trabalhar deve dispor de um contrato assinado. Normas muito parecidas valem na maioria dos países.
O escândalo é que essas condições podem nos parecer "aceitáveis". Afinal, qualquer Estado quer proteger o emprego de seus cidadãos impedindo a chegada de imigrantes não-autorizados, não é? Pois é, Michel Foucault é mesmo o pensador para os nossos tempos: o sistema social e produtivo dominante ordena nossas vidas furtivamente, convencendo- nos de que não há opressão, mas apenas necessidades "racionais". Se achamos essas regras "aceitáveis", é porque já adotamos a idéia de que, no nosso mundo, só é legítimo ter moradia fixa e profissão estável.
As pessoas com moradia fixa podem, quando elas dispõem dos meios necessários, adquirir uma passagem de ida e volta e sair de seu lar seguindo um programa pré-estabelecido -ou seja, podem ser, ocasionalmente, turistas.
Escárnio: prefere-se que os turistas sejam otários, pagando de antemão. Há uma pousada melhor da que estava prevista? Você quer encurtar a viagem? Pena, você já pagou. Mas isso é o de menos. Importa o seguinte. A modernidade, que começou com a circulação (livre ou forçada) de todos os agentes econômicos, acaba parindo, nem mais nem menos, a proibição da viagem. Como assim? Pois é, viajar não tem nada a ver com férias num resort ou com ser transportado de cidade em cidade para que os cicerones nos mostrem as coisas "memoráveis".
Para começar, viajar é usar uma passagem só de ida.
- Quanto tempo você vai ficar?
- Não faço a menor idéia. Um dia? Três meses? Um ano?
- E você vai para onde?
- Não sei. Talvez eu curta uma pequena enseada, alugue um quarto numa casa de pescadores e fique comendo caranguejos com os pés na areia. Talvez, já no avião ou pelas ruas de Barcelona, eu me apaixone por uma holandesa, um russo ou uma argelina e os siga até o país deles, por uma semana ou um mês.
Se a paixão durar, ficarei por lá.
- E o dinheiro?
- Não sei, meu amigo. Toco violão, posso ganhar um trocado numa esquina ou no metrô. Também posso lavar pratos, ajudar na colheita, cortar lenha, lavar carros e vender pulôveres. E, se a coisa apertar, tenho endereços de parentes e conhecidos que nem sabem que estou viajando, mas não me recusarão uma sopa e um banho quente. Além disso, em Paris, quando fecha o mercado da rua Saint Antoine, sobram na calçada as frutas e as saladas que não foram vendidas; em São Paulo, Londres e Nova York, conheço dezenas de igrejas que oferecem um pão com manteiga; em Varanasi, ao meio dia, distribuem riso com curry e carne aos peregrinos.
Cem anos depois da invenção do passaporte com fotografia, chegamos nisto: uma ordem que só permite se movimentar para consumir férias ou para se relocar segundo os imperativos da produção.
As regras que barram o viajante expressam nossa própria miséria coletiva: perdemos de vez o sentimento de que a vida é uma aventura. Preferimos a vida feita à vida para fazer.
Para quem quiser ler sobre a história da documentação de viagem, uma sugestão: "Invention of the Passport: Surveillance, Citizenship and the State" (invenção do passaporte: vigilância, cidadania e o Estado), de Torpey, Chanuk e Arup (Cambridge University Press).
Para quem quiser viajar, outra sugestão: a mentira, num mundo opressivo, é uma forma aceitável de resistência.

* o autor escreveu este originalmente publicado em 13 de março na Ilustrada.


Este post vai pra gente como o Martinho Motocotó Ribeiro Neto, quem ainda acredito, fará suas viagens sem medo, com as caronas dos caminhoneiros, pois turismo de aventura é isto.
E também pra aniversariante Érica Midori Natsui, que na realidade, viajou pra eternidade, ao menos, enquanto a memória durar. Uma das que ainda tiveram a sorte de viajar bastante e sem medos. Parabéns, que venham muitos aniversários como estes, para se lembrar disto.

terça-feira, 11 de março de 2008

Programa Favelístico

Nestes tempos de tanta gente achando que conhece favela via filmes como Cidade de Deus ou Tropa de Elite, tem outros tantos ainda, que acham que conhecem tais comunidades sendo turistas.
Nossa colega Angela Teberga partilhou conosco essa reportagem que deu no New York Times e vai reproduzida abaixo. E, no embalo, vão outros links sobre o tema, entre os quais este de Bianca Freire-Medeiros, disponível na biblioteca científica Scielo e os das agências operadoras mencionadas: Favela Tour e Reality Tours and Travel
Taí, quem sabe alguém ainda consiga um dia, imprimir nestes locais, o que seja, de fato, o ecoturismo?

Passeio na favela: turismo ou vouyeurismo?

Eric Weiner*

O trabalho de Michael Cronin como funcionário de admissão de alunos na universidade faz com que ele tenha de viajar duas ou três vezes por ano à Índia. Ele já havia visitado os pontos turísticos mais comuns - templos, monumentos, mercados - quando um dia cruzou com um panfleto que divulgava "turismo na favela".

"Aquilo ressoou em mim imediatamente", diz Cronin, que estava hospedado no elegante Taj Hotel em Bombaim, onde, conforme ele próprio notou, uma garrafa de champanhe custa o equivalente a dois anos de salário de muitos indianos. "Mas eu não sabia o que esperar".

Pouco tempo depois, Cronin, 41, já estava desviando de esgotos a céu aberto e se agachando para evitar fios elétricos expostos enquanto passeava pela favela de Dharavi, onde vive mais de um milhão de pessoas. Ele participou de um jogo de críquete e visitou a pequena indústria local, com fábricas de bordado e curtume, que silenciosamente prospera na favela. "Nada é considerado lixo aqui", diz. "Tudo é reutilizado".

Cronin levou um susto quando um homem, "com certeza bêbado", roubou algum dinheiro de seu bolso, mas o passeio de duas horas e meia mudou sua imagem da Índia. "Todo mundo na favela quer trabalhar, e todos querem melhorar a si mesmos", disse.

O turismo em favelas, ou "pobrismo", como é chamado por alguns, está em alta. Das favelas do Rio de Janeiro às "townships" de Johannesburgo, passando pelos lixões do México, os turistas estão trocando, pelo menos por algum tempo, as praias e museus pelas populosas, sujas - e, sob vários aspectos, surpreendentes - favelas. Quando o britânico Chris Way fundou a Reality Tours and Travel em Mumbai há dois anos, mal conseguia reunir clientes para fazer um passeio por dia. Hoje, ele coordena dois ou três passeios diários e recentemente expandiu seu negócio para a zona rural.

Turismo em favelas não é para qualquer um. Os críticos dizem que observar os mais pobres entre os pobres não é turismo. É voyeurismo. Segundo eles, os passeios são uma exploração e não têm vez no itinerário dos viajantes mais éticos.

"Você gostaria que pessoas parassem em frente à porta da sua casa todos os dias, ou duas vezes por dia, tirassem fotos de você e fizessem comentários sobre o seu estilo de vida?", pergunta David Fennell, professor de turismo e meio ambiente na Universidade de Brock, em Ontário. O turismo em favela, diz ele, é apenas mais um nicho que o turismo encontrou para explorar. O objetivo real, ele acredita, é fazer com que os ocidentais do primeiro mundo se sintam melhor em relação à sua situação de vida. "Isso reforça, em minha mente, o quanto eu tenho sorte - ou o quanto eles não têm", diz.

Não é bem assim, dizem os defensores do turismo nas favelas. Ignorar a pobreza não vai fazer com que ela desapareça. "O turismo é uma das poucas maneiras pelas quais eu ou você seremos capazes de entender o que significa a pobreza", diz Harold Goodwin, diretor do Centro Internacional de Responsabilidade no Turismo em Leeds, na Inglaterra. "Simplesmente fechar os olhos e fingir que a pobreza não existe me parece negar nossa humanidade".

A questão mais importante, diz Goodwin e outros especialistas, não é se os passeios nas favelas deveriam existir, mas sim como eles devem ser conduzidos. Eles limitam as excursões a grupos pequenos, que interagem respeitosamente com os moradores? Ou fazem o passeio de ônibus, com os turistas tirando fotos pelas janelas como num safári?

Muitos organizadores de passeios são sensíveis às acusações de exploração. Alguns encorajam - e pelo menos um deles exige - que os participantes tenham um papel ativo em ajudar os moradores. Um grupo ligado à igreja em Mazatlan, no México, organiza passeios ao lixão local, onde as pessoas sobrevivem com o que encontram no meio do lixo, parte dele vindo de um resort de luxo nas proximidades. O grupo não cobra nada, mas pede aos participantes que ajudem a fazer sanduíches ou a encher garrafas com água filtrada. Os passeios se mostraram tão populares que, durante a alta temporada, o grupo tem de recusar participantes. "Vemos nosso trabalho como uma ponte para conectar os turistas ao mundo real", diz Fred Collom, o pastor que coordena os passeios.

Segundo consta, o turismo nas favelas começou no Brasil há 16 anos, quando um jovem chamado Marcelo Armstrong levou alguns turistas para a Rocinha, a maior favela do Rio de Janeiro. Sua empresa, Favela Tour, cresceu e deu origem a uma meia dúzia de imitadores. Hoje, em qualquer dia no Rio, dezenas de turistas sobem em minivans e motos e se aventuram por lugares em que mesmo a polícia brasileira não tem coragem de pisar. Os organizadores insistem que os passeios são seguros, apesar de sempre checarem as condições de segurança. Luiz Fantozzi, que fundou a empresa carioca Be a Local Tours, diz que pelo menos uma vez por ano ele chega a cancelar um passeio por questões de segurança.

Os passeios podem ser seguros, mas também são tensos. Rajika Bhasin, uma advogada de Nova York, lembra-se de que, em um determinado momento do passeio na favela, o guia disse a todo mundo para parar de tirar fotos. Um jovem se aproximou do grupo, sorrindo e segurando uma arma engatilhada. Bhasin disse que ela não se sentiu exatamente ameaçada, "apenas muito alerta em relação ao ambiente em volta, e consciente do fato de que eu estava no território desse rapaz."

Ainda assim, diz ela, a experiência, que incluiu a visita a algumas galerias que mostravam o trabalho de artistas locais, foi positiva. "Honestamente, posso dizer que foi uma experiência transformadora", disse Bhasin. Apesar de compreender as críticas, ela defende: "Isso tem muito a ver com quem você é e porque está fazendo o passeio".

Chuck Geyer, de Reston, Virgínia, chegou a Mumbai para fazer um passeio armado com lenços sanitários e com a expectativa de ver a miséria humana encarnada. Mas saiu com uma idéia diferente. Em vez de ser abordado por mendigos, Geyer acabou ganhando presentes: frutas e tintura para passar nas mãos e no rosto, uma vez que os moradores celebravam o festival hindu de Holi. "Fiquei chocado com a amistosidade e graciosidade dessas pessoas", diz Geyer.

Os defensores do turismo nas favelas dizem que esse é o ponto: mudar a reputação das favelas, um turista por vez. Os organizadores dos passeios dizem que oferecem empregos para os guias locais e uma chance de vender souvenires. Way prometeu investir 80% de seu lucro na favela de Dharavi.

O problema, entretanto, é que a empresa de Way ainda precisa receber algum lucro com os passeios, pelos quais ele cobra 300 rúpias (cerca de US$ 7,50). Depois de ser atacado pela imprensa indiana ("uma crítica justa", admite Way), ele abriu um centro comunitário na favela com seu próprio dinheiro. O centro oferece aulas de inglês, e o próprio Way coordena um clube de xadrez. Muitos das agências que fazem passeios nas favelas no Brasil também investem parte de seus lucros nas comunidades. Fantozzi contribui com uma escola e uma creche.

Mas o turismo de favela não se restringe a caridade, dizem seus defensores, ele também alimenta um espírito empreendedor. "No início, os turistas eram cercados por mendigos, mas agora não mais", diz Kevin Outterson, um professor de leis de Boston que já fez vários passeios nas favelas. Fantozzi explicou aos moradores, diz Outterson, "que você não vai conseguir nada do meu grupo mendigando, mas se você produzir algo, eles comprarão."

Mesmo os críticos do turismo em favelas admitem que ele permite que alguns dólares circulem nas comunidades, mas dizem que isso não é um substituto para programas de desenvolvimento.

O professor Fennell, de Ontário, imagina se o retorno relativamente insignificante do turismo pode fazer alguma diferença. "Se você está tão preocupado em ajudar essas pessoas, então assine um cheque", diz.

*Eric Weiner é autor do livro "A Geografia da Felicidade: Um rabugento em busca dos lugares mais alegres do mundo"

Tradução: Eloise De Vylder (para texto original deste link)

terça-feira, 22 de janeiro de 2008

Pré-carnavalesco

este missivista saiu pros bailes na esperança de encontrar internautas com disposição de mil folias digitais. Esvaziou diversas garrafas e lançou aos mares internéticos. Embriagou-se com o ambiente de Sorocaba e cansou: num desejo megaloetílico achou que este laboratório deve ser, de fato, a galáxia de Gutemberg. Nem que só virtualmente... E o grande problema serão as ressacas.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

Imagine: o futuro de nosso turismo rodoviário pode estar aqui

Como conseguir viabilizar projetos alternativos em transporte num ambiente cuja supremacia rodoviária impede soluções mais sustentáveis? A mesma dominação que imprime nas estradas movimento cada vez mais crescente e que pouco preza pela manutenção destas, apesar da privatização das vias mais rentáveis. Ora, ora, quem sabe a equação de número de rodovias consorciadas e quilômetros de vias melhoradas seja mais condizente com a melhor qualidade e maior segurança do fluxo, por mais veículos novos e por mais pedágios de concessionárias que houver e ainda, ao intensificar as interligações dos principais pontos pelo interior do país. E, quem sabe assim, mais gente tenha iniciativas como a do pioneiríssimo Exploranter e possa investir em tecnologias de energia mais limpa, aproveitando as condições climáticas brasileiras. Transformar a corrida pelo ouro da sustentabilidade e garantir, de fato, um lugar ao sol, num rally ambiental. Daí, que possa mesmo alguém por aqui saber criar, através de inovações na forma de transportar cultura e conhecimento, se inspirar também em coisas como o busão do John Lennon - um grande leva e traz da cidadania - e, enfim, mudar um pouco do estagnante paradigma do turismo sob rodas, sobre o chão deste Brasil.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

80 anos de uma viagem

"Ai, que preguiça!" Foi assim que um certo tcc (trabalho de conclusão de curso) em turismo, desfechava sua página de agradecimentos e dedicatórias, há coisa de 12 anos. Tempo de sobra pra se tornar um uísque decente à parte, vamos ao que interessa: a Revista Cult, que figura nos links de Leituras Pré-Per-Pós Viagens, na coluna lateral deste labtour, apresenta esta reportagem sobre Macunaíma, que, no caso, tá mais pruma cachaça cada vez mais deliciosa por estar bem envelhecida.

Nosso Rei Arthur
montipaitoniano
em busca do
Novo Muiraquitã sagrado

sexta-feira, 21 de dezembro de 2007

Férias! Em Sorocaba, by footing as well

Luiz Chiozzotto, fotógrafo publicitário brinda aos sorocabanos e simpatizantes com um livro que é refinado presente para o fim de ano. Footing Sorocabano - Passado sorocabano de 1886 a 1957 é documento importante para a história iconográfica do município e deve ser referência básica para quem se interessa por Turismo e o faz, seja como turista ou estudioso, na cidade. Não há muito mais o que falar. A idéia é ver. E fazê-lo, preferencialmente, como nas caminhadas, degustando a paisagem com sentidos aguçados. E para ler mais sobre obra e autor: no Diário de Sorocaba ou no Cruzeiro do Sul.

terça-feira, 4 de dezembro de 2007

Festão

Engenheiros, só os da produção e da florestal. Do Hawaii, é só se juntar à turma do Bob Esponja e "basta usar a imaginação!" A festa tá a alohas milhas de distância das JAWS e a praia mais próxima é Suarão, então o lance é desencanar e se ufscanar na segunda edição do evento que pegou e vai fazer muita história em Sorocaba. O Rodrigo Santoro não virá, mas a alunada promete que a coisa vai ficar digna de LOST. E, desta vez, a turma da calourada 2007 do turismo dá todo suporte pro evento surfar uma big wave memorável. Então, 06/12/07. É vir&ver. O Sítio Beija-Flor vai virar mar: turismólogas, biólogas, engenheiras dão as boas-vindas à ilha da fantasia. E o Tatu vai gritar: "avião, avião!"
UFSCana e adrenalina, renguiluzi, ulahula, uhuuuu!

Aproveitando a praia, ainda que sem jabá algum: não é Waikiki, Waimea, nenhum pico em Fernando de Noronha mas é Paraty - "O que você pode fazer no seu dia-a-dia para contribuir com a biodiversidade no planeta?"

terça-feira, 27 de novembro de 2007

O que é o marquetingue... or not.


Recadinho aos que trabalham com campanhas para fomentar o turismo de uma localidade: aproveitem o texto abaixo prum case. E, que tal revisar algo como, qual o público alvo desejável? Turistas são aliens como o ET ou como o oitavo passageiro? Uma questão para a comunidade envolvida, não?

"ALBUQUERQUE, N.M. - New Mexico bills itself as "The Land of Enchantment." But for weeks now, a contentious debate has raged among tourism officials here over a new state-financed advertising campaign aimed at attracting vacationers.

Instead of highlighting New Mexico's picturesque desert landscapes, art galleries or centuries-old culture, the ads feature drooling, grotesque office workers from outer space chatting about their personal lives.

To some, the 30-second TV spots — which lead in roundabout fashion to the tag line that New Mexico may be "the best place in the Universe" — are provocative, funny and bold.

But to increasingly vocal critics, the ad campaign is a possible threat to the well-being of the state's $5.1 billion tourism industry. In other words, while the ads may yield a chuckle or two, the joke is on New Mexico.

Critics say the less-than-cuddly, reptilian spacemen may be more apt to baffle or frighten away a tourist than reel one in.

"New Mexico has a lot to offer — we don't need to bring our standards down," said Ken Mompellier, head of the convention and visitors bureau in Las Cruces, the state's fast-growing second-largest city, which has refused to use the alien ads to bolster local tourism pitches, as it normally would.

"My first question would be: What does this campaign show of the things that we are known for?" Mompellier asked. "I look at this campaign and I don't see the fit. And the things I'm hearing from people, some of it is very negative."

Dale Lockett, president of the state's largest convention and visitors bureau in Albuquerque, addressed the issue in a speech at a statewide conference in October.

Lockett told the creators of the ads, Santa Monica, Calif.-based M&C Saatchi, that their handiwork, while innovative, appeals to the wrong audience. Why, Lockett wondered, was the state targeting its centerpiece ad campaign to a younger crowd when baby boomers have time and money to travel?

Rival neighboring states like Utah (with its "Life Elevated" campaign) and Colorado ("Let's Talk Colorado") appeal more directly to older, richer boomers in their tourism campaigns.

The ad makes no reference to New Mexico's most famous connection to aliens. In 1947, the U.S. military said a weather balloon crashed near Roswell in the desert, but legends persist that it was a UFO, and a small tourism industry has grown up in Roswell about the tale, complete with an annual festival and museums.

At a recent meeting of the state's tourism commission, M&C Saatchi representatives were urged to "soften up" the aliens in the ad.

Chris Stagg, a marketing executive at Taos Ski Valley who serves on the commission, said Saatchi's creative team might come back to the panel's next meeting with a "less harsh" version of the campaign.

Aliens are fine, he said, but do they need to be creatures "that look like they're going to suck your brains out?"

Creators and supporters of the campaign, which includes magazine print ads as well as the TV spots, got a boost when they learned the ads had won an Adrian Award honoring excellence in advertising and marketing.

The ads are the "envy of other tourism departments," said Stephen McCall, group account director for M&C Saatchi.

Defending the oddity of the campaign, McCall noted that New Mexico has unique challenges in competing in the hyper-competitive tourism market. New Mexico's main rivals — Arizona, in addition to Utah and Colorado — all have their own charms and more funding from their state legislatures. The ad budgets of those states each ranks in the top 10 nationally while New Mexico's budget ($2.9 million this fiscal year) lingers in the lower third.

Jonah Bloom, editor of Advertising Age, an industry magazine based in New York, said he sympathized with a state trying to get a big bang from a relatively small ad budget. "In a cluttered world you have to try to something different. When an alien pops up on your screen, you tend to be engaged," he said.

But after reviewing the alien ads online, he also said: "I can see why people in New Mexico might feel like this is hardly the best showcase of the state's greatest assets."

So far, the TV ads have aired in San Diego and Minneapolis, two cities with relatively affluent populations and direct-access flights to New Mexico. Print ads have run in magazines in the West and Midwest.

McCall said hits on the state's tourism Web site have risen since the campaign began. "There's nothing to suggest we have turned off any target (audience)," he said.

Yet the fate of the aliens remains up in the air, with the results of a study showing whether the ads actually make people visit critical to that decision, said Mike Cerletti, head of the tourism department."

"If that study shows what we think it's going to say, which is that the ad is effective, then obviously we are going to continue the campaign," he said."


Abduzido deste original

yutube-se com a propaganda em questão

New Mexico Department of Tourism

segunda-feira, 26 de novembro de 2007

Sarallcaba Cultural For All ! That's Música na Cidade



A profa. Alissandra e a turma do turismo convidam: "A Última apresentação do Projeto Música na Cidade do campus Sorocaba, com o grupo musical *Forró Maromba*, acontece na próxima *quarta-feira, dia 28/11, às 17h30, na Arena do Teatro Municipal Teotônio Vilela*. O grupo vem estudando e interpretando o forró pé-de-serra e explorando as fronteiras possíveis entre esta linguagem musical, os ritmos brasileiros e universais, de um lado: o xote, o baião, o xaxado, o arrasta-pé, a quadrilha, e do outro: o rock, o reggae, a própria MPB, o frevo, o maracatu, o jazz. O Forró Maromba conta com João Kalango (violão e voz), Jé Psycho (acordeão e voz), Eduardo (triângulo e voz) e Monstro (zabumba e voz). *Após o show haverá um sarau *organizado por alunos do primeiro ano de Turismo. O sarau terá a *participação do grupo teatral - Coletivo KD - da UNISO*. Haverá também apresentações de poesia, dança e música com os alunos da UFSCar, os alunos da UNESP de Sorocaba também serão convidados pela comissão organizadora. *A inscrição para apresentação no Sarau também pode ser feita na hora.
*Aguardamos todos!"


Ainda, se a situação do nosso campus está numas que dá Drurys, amanhã a sinuca de bico é no Pirilampus Bar da Santa Rosália, com o evento organizado pelos primeiranistas do Turismo OS FEDERAIS x OS ESTADUAIS, Campeonato de Sinuca. Na realidade, um contra entre UFSCar e Unesp. A partir das 18h na Rua Aparecida, nº 500. Lá, é tudo festa, com sorteio de estadia no Motel Gregus para TODOS os presentes. Prestigiem, pois, mesmo que não esteja tão confiante no seu taco. Também, mesmo porque, torcendo pela dupla de sua simpatia, a premiação é Absolut, não é Dreher, não!

Atualização: lançamentos

Além dos DVDs de Educação Ambiental na Escola, com noite de estréia hoje à noite - vide o mencionado no post anterior - nesta quarta-feira, no mesmo local, colegas do turismo como Claudia Astorino, João Marincek - o Jota, Guilherme Lohmann, Mirian Rejowski lançam, juntamente com Débora Cordeiro Braga (quem os reuniu neste trabalho), o livro Agências de Viagens e Turismo - Práticas de Mercado. Parabéns por mais esta contribuição à turismologia.

quinta-feira, 22 de novembro de 2007

Ecos de EcoUC

Como rescaldo das comemorações pelos 70 anos do Parque Nacional de Itatiaia e a realização do II EcoUC e o CONECOTUR, congresso nacional de ecoturismo, desde a quinta-feira passada, registram-se aqui remissões para as matérias que tal evento produziu na imprensa local e regional. Sobre o conteúdo científico em si, caso haja interesse, procure pela Physis e solicite sua cópia em dvd-rom com os artigos completos aprovados. E prepare-se para o próximo encontro, daqui a 2 anos, em terras capixabas.
"Encontro de Ecoturismo será aberto hoje"

"Aberto o II Encontro Interdisciplinar de Ecoturismo em Unidades de Conservação"

"Encontro de Ecoturismo foi um sucesso"

"Cidade recebe evento nacional de Ecoturismo"

Aproveitando o ensejo, agora no dia 26, segunda-feira, a partir das 19:30, na Livraria Cultura Villa Lobos, há o lançamento da coleção em dvd de Educação Ambiental, descrito na imagem abaixo, cujo diretor da Physis, Zysman Neiman é um dos participantes.

segunda-feira, 5 de novembro de 2007

Missing the Electric Apagão

o povo não aprende nem em bom português brasileiro, então vai em inglês estadunidense mesmo.

Getting savvy about standby power

By Noah Buhayar, Fellow, Rocky Mountain Institute (www.rmi.org) | Posted Fri Nov 2, 2007 2:47pm PDT


It turns out that these "vampire" loads are gradually sucking away power—a lot of power.

An estimated 13 percent of household electricity use, according to a recent study published by the California Energy Commission, is from appliances in low-power mode (which is to say, not performing any of their primary functions).

Standby mode, the least amount of energy an appliance can use without powering down, is just one example. Many appliances have multiple low-power modes.

A DVD player, for instance, may have both a standby and sleep mode. Computers, as well, often save power by shutting down one or more components without turning completely off.

What it costs
The costs of these low-power modes are enormous. Standby power alone accounts for 5 of that 13 percent of household electricity use.

In 2000, a group of researchers from Lawrence Berkeley National Laboratory estimated that each year Americans spend about $4 billion just on standby power.

Generating that electricity puts roughly 27 million tons of CO2-equivalent emissions into the atmosphere (more than 3.7 million cars' worth) every year.

While the amount of low-power mode energy required by most new appliances is going down, the number of appliances (from washing machines to air conditioners) with continual power needs is increasing—eclipsing those savings. The U.S. Department of Energy estimates that standby power could consume as much as 20 percent of household electricity by 2010.

Further losses
Worse yet, some of our electronics never go into low-power mode because they're hooked to networks that require constant feedback. Most desktop computers are left on all the time for just this reason—drawing (on average) a steady 70-watt current. The monitor may be off, but the processor, fan, and other hardware may still be running.

Your cable box, too, is perpetually drawing current as it talks to the network. Have an Internet phone? That, as well, is always on, ready to take a message.

Energy-efficiency experts are busy identifying ways that manufacturers can reduce the amount of energy required to maintain a network presence, hold a channel, or answer the phone when you're not there. Some promising work can be found here.

Why we don't sacrifice convenience?
If the net impact of all our leaky appliances is so huge, why aren't we compelled to change our habits—or do without a little convenience?

A colleague of mine here at Rocky Mountain Institute shares a useful anecdote. His home A/V system (TV, cable box, DVD player) and communications system (cable modem, WiFi router, Internet phone, and cordless phone with answering machine) uses about 45 watts of electricity continuously.

Even though he'd like to save that energy, he leaves the system on all the time. If he turns off the power bar that links everything to the wall, his phone won't take messages and he'll lose Internet connectivity.

What's the cost of this convenience? He estimates about $40 dollars a year.

What you can do
If you're looking to reduce your energy use and tread more lightly on the planet, changing your habits is a good starting point.

* Shut your computer and printer down (all the way) when not in use. Some people find it useful to plug all their IT equipment into one power bar, then flip the switch once they've shut down.

* If you have an A/V system that can be turned off entirely without sacrificing performance, do so.

* Keep cell phone chargers out of the wall when you're not charging the phone. Those little power bricks often draw a little current—even when you're phone's not connected.

Making informed choices
Most importantly, educate yourself. The U.S. government's Energy Star program rates appliances and often has information about their standby (or low-power) mode energy use. For home electronics, low standby power use is a key criterion for qualifying products.

In 2006 alone, the program saved some $14 billion on Americans' utility bills and helped avoid more than 35,000 megawatts of peak power demand (equivalent to the capacity of 70 new power plants).

These small changes may not make a huge dent in your monthly electricity bill, but they can add up.


Source: Yahoo!Green

quinta-feira, 1 de novembro de 2007

Garantia de futebol até 2014: nem a Telefunken dava!

Agora sim, relaxa e goza: vai ser futebol e futebol. Talvez com carnavais e micaretas intercalados. Daqui a 7 anos ou, que nada, desde 1950 e pra além de 2014, só vai rolar isso, por mais que haja as Olimpíadas de 2008 e 2012 ainda por vir. Aquele apelo publicitário dos televisores garantidos até a próxima copa vai ter de melhorar. Mas, o que não vai melhorar, afinal, o futebol não faz milagres? E porque futebol, ora, o futebol deve ser a solucionática deste país "maravilhoso e do futuro".
Leia citação de Dadá Maravilha e mais (um pouco só) de futebol neste link que dá acesso a reportagem sobre tese que propõe mais integração entre o esporte, o turismo e o ensino, cuja introdução se destaca a seguir.

O futebol brasileiro faz parte de nosso folclore, é uma importante manifestação cultural e tem potencial para incrementar o turismo no País. Partindo destes pressupostos, Sérgio Miranda Paz defende que ele deve ser incluído nas disciplinas de Cultura Brasileira do ensino superior. O engenheiro elétrico, bacharel em ciências da computação, também formado em Educação Física e Turismo, levou esse assunto tão a sério que produziu a tese de doutorado O Futebol como Patrimônio Cultural do Brasil: estudo exploratório sobre possibilidades de incentivo ao Turismo e ao Lazer, apresentada na Escola de Comunicações e Artes (ECA) da USP.


E quem vai querer ficar de fora de tanta bolada? Até a Carta Maior já se pronuncia sobre o futebol. Chega de futebol? Intervalinho pro carnaval, tá logo aí mesmo...

quarta-feira, 31 de outubro de 2007

treat or trick

Companhias aéreas com o trezentão oitenta, tratem os clientes com muitas guloseimas ou... travessuras acontecerão!

SINGAPORE (Reuters) - Singapore Airlines, the first operator of the new Airbus A380, has dashed the hopes of sexual thrill-seekers planning to engage in amorous activity aboard the world's biggest jumbo jet.

The carrier said it would ask passengers on the A380 to refrain from sex while ensconced in one of its 12 first-class suites, which boast the world's first airborne double beds.

"All we ask of customers, wherever they are on our aircraft, is to observe standards that don't cause offence to other customers and crew," the company told Reuters in a statement.

"Nothing different applies for our Singapore Airlines Suites customers."

While private, the double cabins are neither sound proofed nor completely sealed.

Singapore Airlines, the world's second-largest airline by market value, started commercial flights of the double-decker A380 last week with a Singapore-Sydney service.

"So they'll sell you a double bed, and give you privacy and endless champagne and then say you can't do what comes naturally?" Tony Elwood, who travelled with wife Julie in a suite aboard the inaugural flight, told the Times of London.

"They seem to have done everything they can to make it romantic, short of bringing round oysters," Julie said. "I'd say they shouldn't really complain, should they?"



Com trilha sonora, em menção à data, dose tripla: Starlight, I´m Alive e Future World, de Helloween. Viva o Saci, o Boitatá, o Curupira e o Nuninhogilnatsuiiiiiha!

quarta-feira, 24 de outubro de 2007

O relaxo e o gozo



Com a pronta ajuda do Houaiss temos que

relaxar
1 dispensar do cumprimento de
2 remir culpas ou pecados a; perdoar
3 tornar fraco ou mais fraco; debilitar
4 corromper(-se), perverter(-se), depravar(-se)
5 diminuir a força, a tensão ou a compressão de; afrouxar(-se), enfraquecer(-se)
6 tornar menos severo, deixar de exigir; abrandar, suavizar
7 tornar-se desmazelado, negligente; desleixar-se
8 procurar repouso ou recreação
8.1 aplacar a tensão nervosa, a ansiedade
9 fazer o relaxe ('justiça') de contribuição
10 tornar-se negligente; desleixar-se, desmazelar-se

gozar
1 possuir ou utilizar algo prazeroso ou salutar; desfrutar, fruir, aproveitar(-se)
2 sentir prazer íntimo com; deliciar-se, deleitar-se
3 sentir prazer, satisfação; ter prazeres
4 atingir o orgasmo na relação sexual
5 rir de alguém ou fazer-lhe uma brincadeira, por divertimento; caçoar, chacotear, troçar
6 tripudiar sobre (alguém), rindo dele ou escarnecendo-o; debochar, zombar, ironizar
7 desfrutar de (algo, p.ex., as utilidades de um bem, os frutos provindos de uma coisa etc.)

relaxo
1 frouxo, bambo; relaxado
2 discurso em verso
3 dito burlesco ou que revela vanglória

gozo
1 ato de gozar; satisfação, prazer
2 estado que resulta da satisfação de uma atividade física, moral ou intelectual
3 posse ou uso de uma coisa
4 coisa engraçada, divertida; graça
5 prazer sexual
6 m.q. orgasmo

Hoje, haveria um encontro com a ministra Marta Supla, no Teatro Teotônio Vilela e a comunidade envolvida com o convênio estabelecido pelo MinTur e o curso de turismo da UFSCar. Foi adiado na véspera, aparentemente, pela impossibilidade de deslocamento da aeronave que a transportaria do Rio de Janeiro para a região de Sorocaba, em função das condições meteorológicas na capital carioca, o que acarretaria um efeito cascata nos demais compromissos da agenda.
Mas a semana ainda tem o Música na Cidade - projeto em que discentes e docentes da UFSCar estão muito empenhados - que traz hoje a noite, no mesmo local em que a comitiva do ministério do turismo seria recebida, Bambaê di Fulô e Grupo Bola Preta.
E, com dias tão intensos e finalmente chuvosos, menção também aos eventos do Intercursos do Gnomo e da I Semana da Biologia, que começou com a brilhante apresentação sobre a Antártida, do Prof. Dr. Rubens Junqueira Villela. Ora ora, sigam a recomendação: relaxem e gozem.

segunda-feira, 15 de outubro de 2007

Turismo ecoulinário

Pra temperar a presença da Martha Tatini nesta semana lá na Dona Tereza, vai aqui, pra manter água na boca e língua inglesa afiada, a entrevista com Nikki Rose, colega chef e escritora de culinária e viagens.
Pra aproveitar, na ecoclub de mesma edição - dobradinha de entrevistados de ascendência grega - saiu a entrevista com Costas Christ e sua toda otimista visão do ecoturismo. Enjoy your meal.
Esta postagem tem, sem maior razão de ser, a sugestão deste seguinte appetizer: um blog sobre uma adaptação do livro de Martin Page. Pros que gostam de um cardápio afrancesado, bon appétit.

terça-feira, 9 de outubro de 2007

e pra quem fica em Sampass...



Carta Maior - 03/10/2007

Debates Carta Maior - Aquecimento Global e Alternativas Energéticas

Aquecimento Global e Alternativas Energéticas será o tema do próximo "Debates Carta Maior", a ser realizado nesta próxima quarta-feira, 10 de outubro. O evento acontece no hotel Maksoud Plaza, em São Paulo, às 19:30 horas, e terá entrada franca. Estão confirmadas as participações de Thelma Krug, Secretária Nacional de Mudanças Climáticas do MMA, Jean Marc Van der Weid, Economista Assessor da AS-PTA, Prof. Célio Bermann, Professor do Programa de Pósgraduação em Energia e do Instituto de Eletrotécnica e Energia da USP, Edward Ferreira Filho, Promotor Membro do Movimento do Ministério Público Democrático, e Prof. Flávio Jesus Luizão, Pesquisador do INPA e da LBA. A mediação será feita pelo Prof. Bernardo Kucinski, jornalista da Carta Maior, e Professor da ECA/USP. A TV Carta Maior (www.tvcartamaior.com.br) fará a transmissão do evento ao vivo.

O que: Debate "Aquecimento Global e Alternativas Energéticas"
Quando: quarta-feira, 10 de outubro
Onde: Hotel Maksoud Plaza, Alameda Campinas, 150, São Paulo
Horario: 19:30 horas


Participam:
Thelma Krug
(Secretária Nacional de Mudanças Climáticas do MMA)

Jean Marc Van der Weid
(Economista Assessor da AS-PTA)

Prof. Célio Bermann
(Professor do Programa de Pósgraduação em Energia e do Instituto de Eletrotécnica e Energia da USP)

Edward Ferreira Filho
(Promotor Membro do Movimento do Ministério Público Democrático)

Prof. Flávio Jesus Luizão
(Pesquisador do INPA e da LBA)


Carta Maior
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quinta-feira, 4 de outubro de 2007

Jornada Turística: nossos cientistas em Sanca

A partir da segunda-feira, 08, São Carlos sedia a 7a. Jornada Científica da UFSCar. O Turismo estará representado lá, pelo mini curso Comércio, Consumo e Cidade, proposto pelo Prof. Me. Carlos Henrique Costa da Silva e por dois trabalhos de iniciação científica orientados por este, realizados por Renata Fronza Saraceni e por Martinho Ribeiro Neto. Também pelos painéis das atividades de extensão, realizados entre outros, pelos docentes Alissandra Nazareth de Carvalho, Andréa Rabinovici, Beatriz Veroneze Stigliano, Cláudia Astorino, Maria Helena Mattos Barbosa dos Santos, Rita de Cássia Lana, Zysman Neiman e os discentes Eduardo Takeshi Hattori, Adrielle Amaral, Patrícia Castello Bucioli e Maria Carolina Ruas Vernalha.

quarta-feira, 26 de setembro de 2007

Porque amanhã é "nosso" dia...

...e depois e depois e depois de amanhã também. Viva-os enquanto durar.
Convite para o Dia Mundial do Turismo e o Dia Nacional dos Bacharéis de Turismo:
em São Carlos...



...ou por exemplo, no Sindicato do Sabor...

terça-feira, 25 de setembro de 2007

Reciclando

A notícia abaixo foi controlcecontrolvezada de um clipping do yahoo grupos de ecoturismo administrado pelo colega Sérgio Salazar Salvati. Vale a pena reciclar, pois.

tecnologia
17/08/2007
Criado no Brasil, "primeiro software ecológico do mundo" calcula
viabilidade econômica da reciclagem
Mônica Pinto / AmbienteBrasil

No próximo dia 24, às 18h30, no centro de ensino ESAMC de Sorocaba(SP), vai ser lançada a versão 1.6 do "primeiro software ecológico do mundo" – conforme o material de divulgação. Batizado de Verdes – sigla para Viabilidade Econômica da Reciclagem dos Resíduos Sólidos -, o programa pretende ser uma ferramenta prática para prefeituras, secretarias, instituições, ONGs, universidades e pesquisadores.

A mensuração dos resultados se dá analisando os mais lucrativos produtos reciclados do lixo urbano brasileiro - lata de alumínio, papel e papelão, plástico, vidro e lata de aço -, os quais representam mais de 90% dos valores mercadológicos conseguidos com o processo da reciclagem.

Com base na quantia produzida, reciclada e disposta em aterros, torna-se possível mensurar a economia de matéria-prima, energia, água e a redução dos danos ambientais, coleta, transporte e arranjo final do lixo. Com a quantia de lixo jogada nos aterros somada aos índices que foram reciclados, tem-se o total produzido ou consumido de um determinado produto.

"Já foi provado cientificamente que a reciclagem dos resíduos sólidos é viável economicamente, gerando trabalho e renda para milhares de pessoas, e sua adoção deixou de ser econômica para se tornar ecológica", diz Márcio Magera, professor universitário, economista e consultor ambiental. Ele concebeu o Verdes em meio às atividades de seu pós-doutoramento em Sociologia, pela Unicamp.

"Ás vezes, uma Prefeitura paga R$ 100 mil ou R$ 200 mil para fazer um diagnóstico da reciclagem dos resíduos sólidos naquela cidade. O programa faz de graça, com uma margem de erro mínima", disse a AmbienteBrasil, lembrando que, segundo o IBGE, os brasileiros geram 120 mil toneladas diárias de lixo, sendo que apenas um terço vai para os aterros sanitários devidamente controlados. "Os outros dois terços são disputados por catadores e vassalos da modernidade que vivem do lixo e no lixo".

"Com a simplicidade de alguns toques, se pode saber em questão de segundos, o quanto sua região, cidade, Estado ou país, pode economizar e ganhar em matérias-primas, energia e água", reforça o professor. Dentro do Verdes, há também um programa de gestão para Cooperativas.

O software está sendo distribuído gratuitamente aos interessados (http://www.danilofiocco.com/ verdes/). "Eu fiz o meu pós-doutoramento de graça na Unicamp, e quis retribuir", diz Márcio Magera, para quem "todos devemos deixar o mundo ao menos um pouco melhor do que o encontramos".

Aproveitando, começou a exposição do I Concurso de Fotografia Interinstitucional, sob o tema da Sustentabilidade, organizado pelos professores Elaine Zacarin e Hylio Laganá Fernandes, da UFSCar Sorocaba. Confiram a agenda da mostra itinerante aqui.

terça-feira, 18 de setembro de 2007

Semana pelo Tietê

Vai aqui, ainda em tempo, o chamado de Jefferson Rabal, Coordenador CT-TEA e Membro do Comdema de Birigüi. Aproveite para conhecer também o A.G.A. - Associação do Grupamento Ambientalista, que assim como a Tubaína do Demônio, é patrimônio de Birigüi.

Na semana de 17 a 22 de setembro, acontece na Bacia Hidrográfica do Baixo Tietê, em Birigüi - SP, Semana Comemorativa do Rio Tietê.

A programação contempla:

• Exposição
• Concurso de frases
• Visita a usina hidrelétrica
• Visita a hidrovia Tietê-Paraná
• Palestras
• Passeio no rio Tietê (capital) e visita à nascente (Salesópolis)
• Mesa redonda sobre: 1. Educação ambiental, 2. Água disponível, 3. Potencial e desenvolvimento do Rio Tietê

Na sexta-feira, dia 21 de setembro, acontecerá o I - Encontro de Comitês da Bacia Hidrográfica: Baixto-Tietê, Tietê-Jacaré e Tietê -Batalha


Mais informações: (18) 3642-7022

terça-feira, 11 de setembro de 2007

e que tal alguns vinhos, argentinos por que não?

aproveitando que sempre quando o assunto é Argentina e argentinos/argentinas há a deixa para um clima bélico da qual este espaço não indossa nem compartilha (e à medida do possível procura, no máximo, coadunar), há de se admitir que o espírito aguerrido daquele povo nas manifestações de protesto é algo admirável (e nada tem do jeito costumeiramente bundão brasileiro de resolver as coisas), assim como igualmente apreciáveis são o futebol, o tango e um bom vinho de lá. Então, pra emendar, aqui vai a divulgação de um evento para o próximo dia 19, quarta-feira, na Padaria Sabina, em Sorocaba. A sommelier Fernanda Vianna, capitaneará uma breve aula sobre degustação, ao sabor da disciplina de A&B, comandada pela Profa. Alissandra Nazareth. E, tomara, com uvas argentinas das boas. Inscrições e mais informações podem ser obtidas através do email alissandra(arroba)ufscar.br

foto original do site wineanorak.com, tomada da Confraria do Guedes

Ainda em clima grevista

Este blog sofreu os efeitos da paralisação de 46 Instituições Federais de Ensino Superior pelo país, por coisa de 3 meses, mas corrobora o espírito de que greve também é trabalho.

A informação a seguir foi passada por João Westin Júnior, turismólogo pela UD Unesp Rosana.

Ocupação e luta dos trabalhadores
do Hotel Bauen (Argentina)

Durante décadas, o povo e os trabalhadores argentinos sofreram com as políticas pró-imperialistas da Ditadura Militar e dos governos que a sucederam. Políticas de privatização e de abertura comercial e financeira desenfreada, que explodiu numa forte crise econômica em 2001.
Na tentativa de dar um basta a essa situação de desemprego em massa e de piora nos níveis de vida, os trabalhadores da Argentina se revoltam, derrubam presidentes e passam a tomar empresas falidas ou fechadas pelos patrões. Atualmente, cerca de 180 empresas estão sob controle operário e contam com mais de 10 mil trabalhadores na base.
Foi o que aconteceu também com o tradicional Hotel Bauen, da capital Buenos Aires. Em 1978, o empresário Marcelo Iurcovich tomou emprestado de um banco público, 80% do dinheiro que precisava para construir o prédio. Na época, a Ditadura fomentava esses negócios na ânsia de sediar a Copa do Mundo de futebol.
O empresário nunca pagou pelo crédito e enfrentava uma ação na justiça avaliada em 37 milhões, mas conseguiu se safar depois de pagar apenas 7 milhões. Em 1997 vendeu o hotel para o grupo chileno Solari SA. O grupo também acumulou dívidas por não pagar impostos e, em 2001, a justiça decretou a falência da Solari, que emitiu um documento falso quitando o imóvel junto ao antigo dono. Iurcovich recorreu, pedindo à justiça a posse do edifício. A justiça aceitou o pedido, desde que o empresário pagasse 4 milhões (de uma dívida de 12 milhões), devido à quebra da empresa. Porém, o empresário deu outro calote.

A luta é pela expropriação
Em meio à indefinição jurídica, os trabalhadores tomaram a iniciativa de tocar o hotel por conta própria. Em março de 2003, cerca de 30 trabalhadores invadem o estacionamento, derrubam uma porta e se instalam no hotel. Inicialmente com 50 pessoas, mas agora, com 110 profissionais, o Hotel Bauen foi recuperado pelos trabalhadores, que fizeram algumas melhorias e colocaram o estabelecimento para funcionar de novo, com opções de quartos, cafeterias, livrarias, salas culturais e de conferências.
Após quase 4 anos de ocupação, há muita luta pela frente, ainda mais depois que a Câmara de Parlamentares de Buenos Aires votou contra uma lei apresentada pelos trabalhadores que pedia a expropriação do Hotel e mandou reprimir a manifestação com violência.
Durante esses anos, os trabalhadores também sofreram ameaças de desapropriação e fechamento da empresa e contaram com o apoio do movimento das fábricas ocupadas da Argentina e com a solidariedade internacional.
Presentes no Encontro Pan Americano, os argentinos do Hotel Bauen afirmam que "é importante conseguir a integração dos trabalhadores no âmbito das empresas recuperadas, porque além de produzir e defender nossos postos de trabalho, temos o compromisso de levar a luta adiante", segundo Marcelo Ruarte, presidente da cooperativa de trabalho.
Já Pablo de Mari, explica aonde pretendem chegar: "queremos a expropriação definitiva das empresas em benefício de nossa cooperativa de trabalho, mas não descartamos a nacionalização, se isso for bom para os trabalhadores" .


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terça-feira, 28 de agosto de 2007

Inverno de Batata quente quente queimou


e ao vencedor, batatas? na moderna brincadeira da batata quente, ninguém quer ficar com um tubérculo de responsabilidade pelo custo ambiental e assim, nem vai sobrar quem seja pra mandar plantar batata.

sexta-feira, 17 de agosto de 2007

Pra inglês ver (ou não)

De "nova" maravilha mesmo só Petra na Jordânia, para o turista britânico, of course...

AFP - Friday, August 17 02:09 pm

LONDON (AFP) - British visitors have put the boot into some of Britain and the world's best-known tourist attractions, branding the likes of Stonehenge and the Eiffel Tower dismal let-downs in a survey out Friday.

A top 10 list of the "most disappointing sights" in Britain was topped by Stonehenge, the mystical, 5,000-year-old standing stones in Wiltshire, south-west England.

The Houses of Parliament's clock tower, commonly called Big Ben after the bell inside, was included, as was the Diana Princess of Wales Memorial Fountain in London's Hyde Park.

On the international list of let-downs, the Eiffel Tower in Paris is ranked the worst, followed by the nearby Louvre museum and Times Square in New York.

Britain's top 10 must-see sights was topped by Alnwick Castle in Northumberland, north-east England, with the Royal Crescent row of Georgian houses in Bath, south-west England and the reconstructed Shakespeare's Globe Theatre in London in the top five.

Leading the world "must-see" table was The Treasury at Petra in Jordan, the Grand Canal in Venice, Italy, the Masai Mara game park in Kenya and Sydney Harbour Bridge.

Virgin Travel Insurance questioned 1,267 adults for the survey.

"It's easy to be swayed by brochures that opt for the mainstream and focus on cliched tourist sights around the world, but many of them are overcrowded and disappointing," said travel expert Felice Hardy.

"Pick carefully and don't always go for the obvious. Natural phenomena are usually more exciting than the man-made, and can be wonderfully free of tourists."

She branded the Eiffel Tower "frustratingly overcrowded and overpriced" and said Stonehenge was "an isolated pile of rocks in a usually muddy field."

She dubbed the Diana fountain "a colourless wet skateboard park" and added of "Big Ben": "Once you've seen it, you'll know what time it is -- time to go somewhere else."

10 most disappointing sights:

WORLD

1. The Eiffel Tower, Paris

2. The Louvre, Paris

3. Times Square, New York

4. Las Ramblas, Barcelona

5. Statue of Liberty, New York

6. Spanish Steps, Rome

7. The White House, Washington

8. The Pyramids, Egypt

9. The Brandenburg Gate, Berlin

10. The Leaning Tower of Pisa

UK

1. Stonehenge, Wiltshire

2. Angel of the North, Gateshead

3. Blackpool Tower

4. Land's End, Cornwall

5. Diana Princess of Wales Memorial Fountain, London

6. The London Eye

7. Brighton Pier

8. Buckingham Palace, London

9. White Cliffs of Dover

10. Big Ben, London


Top 10 must-see sights:

WORLD

1. The Treasury at Petra, Jordan

2. The Grand Canal, Venice

3. The Masai Mara, Kenya

4. Sydney Harbour Bridge

5. Taroko Gorge, Taiwan

6. Kings Canyon, Northern Territory, Australia

7. Cappadoccia caves, Turkey

8. Lake Titicaca, Peru and Bolivia

9. Cable Beach, Broome, Western Australia

10. Jungfraujoch railway, Switzerland

UK

1. Alnwick Castle, Northumberland

2. Carrick-a-Rede Rope Bridge, Northern Ireland

3. The Royal Crescent, Bath

4. Shakespeare's Globe Theatre, London

5. The Backs, Cambridge

6. Holkham Bay, Norfolk

7. Lyme Regis and the Jurassic Coast, Devon and Dorset

8. Tate St Ives gallery, Cornwall

9. Isle of Skye, Scotland

10. The Eden Project, Cornwall

Notícia reproduzida de "Stonehenge, Eiffel Tower 'disappointing': British tourists

quarta-feira, 15 de agosto de 2007